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Golpe do Falso Advogado: quando a tecnologia é usada para fraudar a confiança no Judiciário

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
stf Entenda de que formas as decisões do STF podem impactar a soberania e a economia nacional dentro do contexto de sanções como a  Lei Magnitsky.

O avanço da tecnologia e a ampla digitalização do Judiciário brasileiro trouxeram inegáveis ganhos de eficiência, mas também abriram espaço para novas modalidades de fraude. Um dos golpes que mais têm se espalhado é o uso indevido da identidade de advogados para enganar clientes, especialmente por meio de aplicativos de mensagens. Em um cenário em que processos tramitam eletronicamente e informações públicas podem ser facilmente acessadas, criminosos passaram a explorar dados processuais para conferir aparência de legitimidade às abordagens fraudulentas.


Foi o que aconteceu com uma advogada de Araraquara (SP), que teve seu nome e fotografia utilizados em ao menos cinco tentativas de golpe contra clientes. Os criminosos se passam por ela no WhatsApp, informam falsamente a existência de valores disponíveis em processos judiciais e solicitam pagamentos via PIX sob a justificativa de taxas ou custas necessárias para a liberação do dinheiro. Em um dos casos, um parente da própria advogada recebeu mensagem informando sobre mais de R$ 64 mil supostamente disponíveis em juízo. A fraude só foi percebida porque o golpista utilizou o nome completo do cliente, enquanto a profissional costuma tratá-lo por um apelido pessoal. Segundo dados divulgados pela Ordem dos Advogados do Brasil, apenas no estado de São Paulo foram registradas 4.388 denúncias entre novembro de 2024 e janeiro de 2026, média de 292 por mês. Em 2025, o número nacional ultrapassou 14,6 mil denúncias em 21 estados e no Distrito Federal, demonstrando que o problema se tornou recorrente e disseminado.


Como evitar os golpes


Diante desse cenário, a orientação é clara: desconfiança e verificação direta são fundamentais. Advogados relatam que praticamente todos os colegas já enfrentaram situações semelhantes, e muitos clientes têm sido abordados com informações reais de processos públicos para tornar o golpe mais convincente. Especialistas reforçam que nenhum pagamento deve ser realizado sem confirmação prévia com o profissional de confiança, preferencialmente por ligação direta para número já conhecido. Observar detalhes como o número de telefone, a forma de comunicação e eventuais divergências na linguagem pode evitar prejuízos financeiros e preservar a relação de confiança entre advogado e cliente, que é um dos pilares da atuação jurídica.


Para evitar cair nesse tipo de golpe, algumas medidas simples são essenciais: nunca realize pagamentos solicitados exclusivamente por mensagem, especialmente via PIX, sem antes confirmar por um canal oficial já utilizado anteriormente; desconfie de mudanças repentinas de número ou de pedidos urgentes envolvendo valores elevados; verifique diretamente no tribunal, por meio do número do processo, se há de fato quantias liberadas; ative a verificação em duas etapas em aplicativos de mensagens; e mantenha diálogo constante com seu advogado ou cliente sobre a forma padrão de comunicação e cobrança de honorários. Informação, cautela e confirmação direta continuam sendo as melhores defesas contra o estelionato digital.


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