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Legal Design e experiência do usuário no Direito: serviços jurídicos mais claros, intuitivos e eficazes

  • Foto do escritor: Antonio Siqueira Frauches
    Antonio Siqueira Frauches
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura
stf Entenda de que formas as decisões do STF podem impactar a soberania e a economia nacional dentro do contexto de sanções como a  Lei Magnitsky.

A transformação digital do Direito avançou em ritmo acelerado. Novas plataformas, balcões virtuais, sistemas integrados e processos eletrônicos passaram a fazer parte da rotina de escritórios, empresas e tribunais. Aindaassim, para muitas pessoas, acessar serviços jurídicos continua sendo difícil, demorado e pouco intuitivo. Em muitos casos, a tecnologia apenas transferiu a complexidade do papel para a tela. É nesse ponto que design thinking e experiência do usuário entram como uma mudança de mentalidade. Em vez de começar pelo que o sistema consegue fazer, essas abordagens começam por quem precisa usar o sistema. O objetivo é redesenhar fluxos, documentos e interfaces para reduzir fricção, aumentar compreensão e tornar o serviço jurídico mais funcional na prática.


Legal design é a aplicação de princípios de design thinking, UX e design de serviços para tornar leis, documentos e sistemas jurídicos mais compreensíveis e usáveis. A premissa é simples e poderosa: os usuários do Direito não são apenas especialistas. São também cidadãos, empresas, gestores e advogados, cada um com diferentes níveis de familiaridade com linguagem técnica e com rituais do sistema de justiça. Na prática, legal design busca equilibrar rigor jurídico com clareza. Em vez de tratar documentos e processos como peças formais, essa abordagem trata cada elemento como arte de uma experiência que precisa fazer sentido para quem está do outro lado.


O caminho normalmente segue etapas bem conhecidas do design thinking:

  • entender quem é o usuário e quais são suas necessidades reais

  • definir o problema com base em evidências e pontos de dor

  • gerar ideias e alternativas de solução

  • prototipar rapidamente, mesmo que em versões simples

  • testar com usuários e ajustar antes de escalar


Outro ponto relevante é o trabalho multidisciplinar. Projetos de legal design costumam envolver juristas, designers, profissionais de tecnologia e pesquisa, criando soluções que não são apenas corretas do ponto de vista jurídico, mas também utilizáveis e mais eficientes.


Legal design como mudança estrutural no Direito


Ao adotar legal design, o Direito passa a ser pensado não apenas como um conjunto de normas e procedimentos, mas como um serviço que deve funcionar bem para quem o utiliza. Isso significa reduzir ruídos de comunicação, facilitar a tomada de decisão e tornar mais transparente a relação entre usuários e o sistema de justiça. O impacto vai além da estética ou da forma: envolve eficiência, acesso à informação, redução de erros e melhoria real na experiência jurídica.


Mais do que uma tendência, o legal design representa uma mudança estrutural na forma de conceber soluções jurídicas. Ao integrar conhecimento jurídico, tecnologia e foco no usuário, essa abordagem contribui para um Direito mais acessível, funcional e alinhado às demandas contemporâneas. Em um cenário de transformação digital contínua, pensar o Direito a partir da experiência de quem o utiliza deixa de ser diferencial e passa a ser necessidade.


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